Operação entre EUA e Venezuela termina com morte de líder da organização criminosa venezuelana
Anúncio inicial foi feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump

Foto: Divulgação/Casa Branca
Uma operação militar conjunta entre Estados Unidos e Venezuela terminou com a morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, apontado como líder da organização criminosa venezuelana Tren de Aragua, segundo informaram autoridades dos dois países nesta sexta-feira (12).
O anúncio inicial foi feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou que a ação foi executada pelo Comando Sul das Forças Armadas americanas. Ele também divulgou um vídeo, que segundo ele mostra o momento do ataque (veja acima).
O governo venezuelano confirmou, em comunicado, que a ação ocorreu no sudeste do estado de Bolívar e afirmou que Héctor Guerrero foi “neutralizado” durante confrontos com integrantes de estruturas criminosas.
“A operação contou com apoio tecnológico especializado e desenvolveu-se mediante mecanismos de cooperação e intercâmbio de informação de inteligência entre as autoridades de ambos os países”, diz o comunicado venezuelano (veja abaixo).
Trump já havia classificado o Tren de Aragua como organização terrorista no ano passado.
“Esta ação foi coordenada de perto com os nossos amigos na Venezuela, com quem estamos trabalhando muito bem”, afirmou o ex-presidente americano, sugerindo que a ofensiva ocorreu em território venezuelano.
A Casa Branca, o Pentágono e o Comando Sul dos EUA não se manifestaram de imediato sobre pedidos de comentário.
Em publicação na rede Truth Social, Trump detalhou a operação:
“Sob minhas ordens, o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um ataque cinético rápido e letal para executar com sucesso Niño Guerrero, o infame líder do Tren de Aragua, uma das organizações terroristas mais sanguinárias do planeta”, escreveu.
Ao longo do último ano, o governo Trump já havia autorizado ações contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Mar do Caribe e no Pacífico, algumas delas atribuídas ao Tren de Aragua, segundo o Comando Sul.
Em outubro, Trump chegou a afirmar que os EUA estavam em “conflito armado” com gangues venezuelanas.
“Niño Guerrero” era considerado o principal líder da facção. Ele figurava em investigações de promotores federais de Nova York, sendo acusado de associação criminosa, extorsão, tráfico de drogas e tráfico de armas.
O Departamento de Estado dos EUA oferecia uma recompensa de US$ 5 milhões por informações que levassem à sua captura ou condenação. Em julho de 2025, ele também havia sido alvo de sanções americanas, junto a outros integrantes da organização.
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