NotíciasMundoLula critica Trump e acusa EUA de querer “dominar a ONU” e governar o mundo

Lula critica Trump e acusa EUA de querer “dominar a ONU” e governar o mundo

Presidente brasileiro afirma que propostas de Trump apontam para uma tentativa de centralizar poder global nas mãos dos EUA

| Autor: Redação/Varela Net
Presidente Lula

Presidente Lula |Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas duras ao governo dos Estados Unidos e ao presidente Donald Trump nesta sexta-feira (23), acusando Washington de buscar influência excessiva sobre organismos internacionais e de ter planos que, segundo ele, equivalem a “dominar a ONU” e até governar o mundo por meio de plataformas como o Twitter.

Durante discurso em evento com lideranças políticas, Lula reagiu às propostas e declarações de Trump sobre um possível “Conselho de Paz” mundial, argumentando que a iniciativa, na forma como foi apresentada pelos Estados Unidos, refletiria uma tentativa de centralizar decisões e poder em uma única nação, em detrimento do multilateralismo tradicional. “Os EUA não podem querer ser o dono da ONU”, afirmou o presidente, em crítica direta à proposta de Trump e ao estilo agressivo de condução da política externa americana.

Na visão de Lula, a criação de um conselho global com forte liderança americana — como defendido por Trump em discursos e nas redes sociais — representaria uma quebra da tradição de cooperação igualitária entre países que caracteriza organismos como as Nações Unidas. Segundo ele, a ONU deve continuar sendo um espaço de diálogo entre nações com voz e voto para todos, e não um instrumento de hegemonia de uma potência.

O presidente brasileiro também afirmou que, nas redes sociais, Trump pretende “governar o mundo pelo Twitter”, em alusão ao uso constante que o presidente dos EUA faz da plataforma para anunciar propostas e críticas a governos estrangeiros. Lula ressaltou que política externa não pode se resumir a publicações em redes sociais, e que decisões que envolvem a segurança e o futuro de nações precisam ser discutidas com mais profundidade entre líderes mundiais e instituições internacionais.

A fala de Lula acontece em meio a um cenário de intensa mobilização diplomática global, com debates sobre segurança internacional, alianças estratégicas e reformas em organismos multilaterais. A discussão sobre a proposta de Trump atraiu diferentes reações de países e analistas, que veem nas intenções do presidente americano tanto uma tentativa de reposicionar os EUA como líder global quanto um movimento pragmático diante de desafios geopolíticos atuais.

Em seu discurso, Lula ressaltou que o Brasil “acredita no multilateralismo” e defendeu que reformas em entidades como a ONU devem ocorrer com participação democrática de todos os Estados, especialmente dos países em desenvolvimento, em vez de serem conduzidas unilateralmente por uma ou poucas potências.

Especialistas ouvidos pela imprensa observam que a crítica de Lula reflete uma visão tradicional da política externa brasileira, que historicamente privilegia concertação entre nações e igualdade de soberania, em contraste com propostas mais centralizadoras ou liderança assertiva de uma potência específica.

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