Casa Branca promete usar 'força total' contra Nicolas Maduro
Governo americano já havia aumentado a recompensa por informações que levem à prisão do venezuelano

Nicolas Maduro (Esquerda) e Donald Trump (Direita) |Foto: Wikkimedia Commons e Official White House Photo by Shealah Craighead
Mesmo tendo evitado confirmar se os Estados Unidos lançarão uma força-tarefa contra o líder da Venezuela, Nicolás Maduro, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou em entrevista a jornalistas na quinta-feira (28), que o governo Donald Trump não "medirá esforços" e que "está preparado para usar todos os elementos da força americana", na luta contra o tráfico de drogas.
Segundo informações disponibilizadas pelo InfoMoney, Washington já tem deslocado aviões, navios e militares nos últimos dias para a região sul do Caribe, perto da costa venezuelana. . Questionada se essas movimentações têm relação com ataques contra a Venezuela, Leavitt disse apenas que não comentaria "ações específicas".
No entanto, a porta-voz voltou a afirmar que Maduro não é reconhecido pelos Estados Unidos como presidente legítimo da Venezuela. “Ele é um fugitivo e chefe de um cartel narcoterrorista”, disse Leavitt.
A movimentação militar americana ocorre em meio ao aumento da pressão da Casa Branca sobre o governo de Maduro, com a gestão Trump chegando a dobrar para US$ 50 milhões, no início de agosto, a recompensa por informações que levem à prisão do líder venezuelano. Os EUA acusam Maduro de liderar o Cartel de los Soles, recentemente classificado como uma organização terrorista internacional por Washington.
Em resposta às acusações, Maduro anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos para defender o território venezuelano. “Fuzis e mísseis para a força camponesa, para defender a soberania e a paz da Venezuela”, declarou. O governo venezuelano também movimentou 15 mil militares na fronteira com a Colômbia, depois de Bogotá acusar os EUA de usar o narcotráfico como uma "desculpa para invasão militar".
O governo de Maduro, inclusive, chegou a levar o caso às Nações Unidas (ONU), abrindo um pedido formal de monitoramento da "escalada hostil" dos EUA. No entanto, países que fazem fronteira com a Venezuela, como a Argentina, Equador, Paraguai e os vizinhos Guiana e Trindad e Tobago - que possuem fronteiras terrestres e marítimas com a Venezuela - declaram seu apoio à decisão americana contra o Narcotráfico.