NotíciasFamosos“Eu sou preto, sou da periferia”: Anderson Neiff responde Carlinhos Maia e cita racismo estrutural

“Eu sou preto, sou da periferia”: Anderson Neiff responde Carlinhos Maia e cita racismo estrutural

Artista afirmou que disputa envolvendo Jamal não é apenas sobre um movimento de dança, mas também sobre o reconhecimento de artistas negros e periféricos

| Autor: Redação - Varela Net
“Eu sou preto, sou da periferia”: Anderson Neiff responde Carlinhos Maia e cita racismo estrutural

Foto: Redes sociais

O cantor e dançarino Anderson Neiff rebateu as declarações de Carlinhos Maia durante um desabafo nas redes sociais e afirmou que a discussão envolvendo o passinho também expõe questões relacionadas ao racismo estrutural e à falta de reconhecimento de artistas negros e periféricos.

Na publicação, Anderson reagiu a uma fala de Carlinhos, que teria dito para ele “parar de se fazer de coitado”. O artista negou que esteja se colocando como vítima e afirmou que sua trajetória é marcada por experiências que não podem ser ignoradas.

“Eu sou preto, sou da periferia e sou feio que só o caralho, faço, sou troncho, mas eu não sou burro e não sou idiota ao ponto de me fazer de cego pra um racismo estrutural.”

Anderson também defendeu Jamal, artista que, segundo ele, está começando a ganhar reconhecimento após viralizar com seu passinho. Para o cantor, a repercussão da disputa estaria relacionada à dificuldade de dar crédito a novos artistas negros, enquanto nomes já conhecidos recebem maior visibilidade.

“É pelas pautas que a gente sempre vem sendo ofuscados.”

O artista ainda criticou a postura de quem, segundo ele, estaria tomando partido de outro envolvido na discussão sem considerar a trajetória de Jamal. Anderson afirmou que o jovem merece ter seu trabalho reconhecido e que o debate não deveria ser reduzido apenas à popularidade ou ao carisma de cada pessoa envolvida.

Durante o desabafo, Anderson também respondeu à ideia de que teria colocado uma pauta racial na discussão. Ele afirmou que ninguém teria levado o tema até ele e que a questão racial estaria diretamente relacionada à experiência de artistas negros e periféricos.

“Você não pode falar da minha dor se você não participou da batalha.”

Ao finalizar, Anderson afirmou que Carlinhos pode expressar sua opinião, mas questionou a autoridade do influenciador para determinar quem está certo ou errado na situação.

“Você não é Deus e nem Alexandre de Moraes.”

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