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Carga tributária atinge 32,4% do PIB em 2025 e alcança maior nível da série histórica

Dados divulgados pelo Tesouro Nacional mostram aumento da arrecadação puxado principalmente por impostos federais

| Autor: Redação/Varela Net
Calculadora e notas de R$ 50

Calculadora e notas de R$ 50 |Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A carga tributária brasileira atingiu 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, alcançando o maior patamar desde o início da série histórica do Tesouro Nacional, iniciada em 2010. O índice representa uma alta em relação aos 32,22% registrados em 2024 e considera a arrecadação conjunta da União, dos estados e dos municípios.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelo aumento da arrecadação do governo federal, que passou de 21,34% para 21,60% do PIB no período. Esse avanço foi influenciado, sobretudo, pela ampliação da arrecadação do Imposto de Renda retido na fonte, associada ao aumento da massa salarial no país.

Outro fator que contribuiu para o resultado foi a elevação da arrecadação de tributos relacionados a operações financeiras. Segundo o Tesouro, houve crescimento na receita obtida com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), impulsionado por mudanças em alíquotas e pelo aumento de operações de crédito e câmbio realizadas ao longo do ano.

Também houve impacto positivo nas contribuições destinadas ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Esse aumento ocorreu em razão da retomada gradual da cobrança integral da contribuição patronal e do crescimento do número de empregos formais, fatores que ampliaram a arrecadação previdenciária.

Enquanto a arrecadação federal apresentou crescimento, os estados registraram leve queda em sua participação na carga tributária total. Esse recuo foi atribuído à arrecadação do ICMS, que cresceu em ritmo inferior ao da economia em 2025, especialmente devido ao desempenho de setores com menor incidência desse imposto.

Nos municípios, houve pequena elevação da participação na arrecadação, puxada principalmente pelo aumento na receita do Imposto sobre Serviços (ISS). O avanço foi associado ao desempenho do setor de serviços, que apresentou crescimento ao longo do ano e contribuiu para elevar a arrecadação local.

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