NotíciasEconomiaApós liderança de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, dólar tem maior queda desde 2018 e fecha a R$ 5

Após liderança de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, dólar tem maior queda desde 2018 e fecha a R$ 5

Moeda norte-americana recuou 4,12% nesta segunda-feira (5), enquanto Ibovespa subiu 7,70% e superou os 200 mil pontos pela primeira vez

| Autor: Redação - Varela Net
Após liderança de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, dólar tem maior queda desde 2018 e fecha a R$ 5

Foto: Imagem gerada com auxílio de inteligência artificial, a partir de fotos de Sharon McCutcheon e Breno Esáki.

O mercado financeiro brasileiro reagiu com forte movimentação ao resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. Após Flávio Bolsonaro (PL) terminar a primeira etapa na liderança, o dólar comercial caiu 4,12% nesta segunda-feira (5) e fechou cotado a R$ 5,001, registrando a maior queda diária da moeda desde 2018.

Durante o pregão, o dólar chegou a ser negociado abaixo dos R$ 5, atingindo a mínima de aproximadamente R$ 4,95. A moeda havia encerrado a sessão anterior, na sexta-feira (2), cotada a R$ 5,22. A forte valorização do real ocorreu no primeiro dia de negociações após a definição do segundo turno, que terá Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa.

Na Bolsa de Valores, o movimento também foi expressivo. O Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, avançou 7,70% e encerrou o dia aos 206.911,89 pontos. O índice chegou a atingir 209.605,70 pontos durante o pregão, estabelecendo novo recorde histórico tanto na máxima intradiária quanto no fechamento.

A reação dos investidores ocorreu após Flávio Bolsonaro obter 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, contra 45,16% de Lula. O resultado colocou os dois candidatos no segundo turno, marcado para 25 de outubro. O cenário eleitoral passou a influenciar as expectativas do mercado sobre a condução da política econômica a partir de 2027.

Além do câmbio e da Bolsa, os juros futuros também registraram queda durante a sessão. Analistas ouvidos pela imprensa apontaram que os movimentos refletem uma reavaliação das expectativas dos investidores após o resultado das urnas. A continuidade desse comportamento, porém, dependerá dos próximos acontecimentos da disputa eleitoral e das sinalizações econômicas apresentadas pelos candidatos.

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