Alta do diesel perde força, mas preço ainda acumula forte aumento no Brasil
Mesmo com desaceleração recente, combustível já subiu quase 24% desde o início da guerra no Oriente Médio

Bombas de conbustível |Foto: Reprodução/Freepik
A alta do preço do diesel no Brasil perdeu ritmo nos últimos dias, mas o combustível ainda acumula um aumento expressivo desde o início do conflito no Oriente Médio. Dados recentes mostram que, apesar da desaceleração, o valor médio segue elevado e já registra alta próxima de 24% no período.
Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o litro do diesel teve aumento mais moderado na última semana, sendo vendido, em média, a R$ 7,45 nos postos do país. Ainda assim, o valor representa um salto significativo em relação ao fim de fevereiro, quando o preço girava em torno de R$ 6,03.
A desaceleração recente está ligada principalmente à estabilização do preço do petróleo no mercado internacional, após semanas de forte alta provocada pela guerra. Além disso, medidas adotadas pelo governo federal, como redução de impostos e incentivos ao setor, também contribuíram para frear o ritmo de crescimento.
Apesar desse alívio momentâneo, o impacto acumulado ainda preocupa, especialmente por causa do papel do diesel na economia brasileira. O combustível é essencial para o transporte de cargas e, quando encarece, tende a elevar custos logísticos e pressionar preços de produtos em diferentes setores.
O cenário também chama atenção por ocorrer sem reajustes diretos nas refinarias em alguns momentos, o que levantou questionamentos sobre possíveis distorções no mercado. O aumento generalizado nos postos levou órgãos de defesa da concorrência a analisarem a dinâmica de preços em diferentes regiões.
Com a continuidade das tensões internacionais, a expectativa é de que o comportamento dos combustíveis siga dependente do mercado externo. Mesmo com a desaceleração recente, o diesel ainda permanece em patamar elevado, mantendo impacto direto no bolso dos consumidores e na inflação.
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