Wagner Moura não poupa críticas ao governo Bolsonaro: 'manifestação dos ecos da ditadura'
Discurso foi feito durante premiação do Globo de Ouro no último domingo (11)

Foto: Reprodução
Premiado como melhor ator em filme de drama no Globo de Ouro 2026 por "O Agente Secreto", Wagner Moura não poupou o momento e criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), junto a ditadura militar. Em discurso foi realizado durante a cerimônia do último domingo (11), ele comparou o governo de Bolsonaro como uma manifestação física dos ecos da ditadura.
“Precisamos continuar fazendo filmes sobre a ditadura. A ditadura é ainda uma ferida aberta no Brasil. Aconteceu há apenas 50 anos. Entre 2018 e 2022, tivemos um presidente de extrema-direita que é uma manifestação física dos ecos da ditadura”, afirmou o ator, ainda na premiação, em conversa com a imprensa.
O ator fez questão de reforçar a importância da democracia, tratando o governo anterior a um período obscuro.
“Acho que a cultura e a democracia andam juntas, e no Brasil temos, finalmente, depois de um período obscuro, uma democracia na qual podemos respirar e um governo que entende que a cultura é importante para o desenvolvimento de um país. Democracia, cultura e filmes, eles coexistem, não vivem um sem o outro”, concluiu, com o troféu de melhor ator na mão.
Além do prêmio individual, Wagner Moura ganhou reconhecimento em troféu coletivo, quando o filme "O Agente Secreto" venceu como melhor filme em língua não inglesa, o que não acontecia há 27 anos, com Central do Brasil.
O discurso do baiano, sobre o aumento de filmes nacionais, tem relação com Fernanda Torres levando o filme de melhor atriz. Com dois prêmios em 2026 e um em 2025, o Brasil alcançou um marco inédito, consolidando o cinema nacional.
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