Romeu Zema critica Jaques Wagner após operação da PF: "Chegou a hora de acabar com a farra"
Ex-governador de Minas Gerais comentou a nova fase da Operação Compliance Zero e afirmou que o caso envolvendo o líder do governo no Senado não é uma surpresa.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, comentou nesta quinta-feira (18) a nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que teve entre os alvos o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Zema afirmou que não ficou surpreso com a operação e associou as investigações ao PT da Bahia.
“O escândalo do Master não começou em Brasília, começou no PT da Bahia, que não é vítima, é sim cúmplice”, declarou.
O político mineiro também criticou diretamente Jaques Wagner, destacando a posição ocupada pelo senador no governo federal.
“Mais um intocável enquadrado. Jaques Wagner, o líder do PT no Senado, ex-governador da Bahia, envolvido até o pescoço com o Banco Master”, afirmou.
Durante a manifestação, Zema lembrou que Wagner é o principal representante político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado Federal e questionou a relação do governo com o parlamentar.
“É por essa pessoa que Lula se sente representado?”, questionou.
A nova fase da Operação Compliance Zero foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal cumpriu 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.
Além de Jaques Wagner, um dos principais alvos da investigação é o empresário Augusto Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os investigadores apuram suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e possíveis vantagens indevidas relacionadas a interesses do Banco Master.
Segundo a investigação, as suspeitas contra Wagner surgiram após a análise de mensagens extraídas do celular de Augusto Lima. A Polícia Federal busca esclarecer se o senador teria atuado em favor de pautas de interesse da instituição financeira no Congresso Nacional.
Entre os benefícios sob investigação estão um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões, em Salvador, além de outras vantagens que, segundo os investigadores, poderiam ultrapassar R$ 3 milhões.
Até o momento, Jaques Wagner nega qualquer irregularidade. Em entrevista concedida nesta quinta-feira, o senador afirmou que não recebeu recursos do Banco Master e disse estar tranquilo em relação às acusações. O parlamentar não foi denunciado nem condenado, e as investigações seguem em andamento.
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