PGR se pronuncia contra afastamento de diretores da Polícia Federal
Órgão indicou ausência de provas que justifiquem a medida

Foto: Tom Costa/MJSP
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. No parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira (13), o órgão indicou ausência de provas que justifiquem a medida.
O documento foi assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, pelo vice-PGR, Hildebrando Chateaubriand, e pelos subprocuradores-gerais Antônio Teixeira e André Ramos. A manifestação alega que o afastamento de autoridades policiais exige evidências de participação em atos ilícitos.
“A qualificação negativa do comportamento das autoridades policiais, para acarretar a drástica medida de afastamento, precisaria estar acompanhada de evidências da participação imprópria em atos ilícitos, o que, com a vênia devida, não se logrou estampar na decisão impugnada”, informa o parecer.
A PGR também defendeu que a posição hierárquica dos dirigentes não é suficiente para responsabilizá-los por possíveis irregularidades. Para justificar a medida, seria necessário indicar suspeitas específicas contra cada um. O órgão ainda alertou que o afastamento poderia afetar investigações e processos além do caso analisado, representando um “risco à ordem pública”.
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