Paulo Figueiredo ataca Míriam Leitão e jornalistas da GloboNews durante transmissão ao vivo
Aliado da família Bolsonaro reproduziu fala polêmica do ex-presidente contra a jornalista; Abert repudiou as declarações e classificou o episódio como incitação ao ódio

Foto: Reprodução
O influenciador Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro e conselheiro do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), voltou a provocar repercussão após atacar a jornalista Míriam Leitão e outras profissionais da imprensa durante uma transmissão ao vivo no YouTube, realizada na última terça-feira (28).
Durante a live, Figueiredo fez ofensas às jornalistas da GloboNews, chamando-as de "putas" e "prostitutas do Lula", além de afirmar que elas seriam sustentadas por verbas de publicidade do governo federal. O influenciador também reproduziu uma das declarações mais polêmicas do ex-presidente Jair Bolsonaro ao dizer que Míriam Leitão "não merece ser estuprada".
Na transmissão, ele afirmou que, sem recursos públicos, jornalistas de veículos como Globo, Folha de S.Paulo e Poder360 estariam desempregadas ou recorreriam à prostituição, questionando a independência editorial dessas empresas.
As declarações foram repudiadas pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). Em nota, a entidade afirmou que os ataques "ultrapassam os limites da liberdade de expressão e configuram grave incitação ao ódio e à intimidação de jornalistas".
A associação também manifestou solidariedade a Míriam Leitão e aos demais profissionais citados, além de defender que as autoridades competentes apurem o caso e adotem as medidas cabíveis.
Esta não é a primeira vez que Paulo Figueiredo protagoniza ataques contra jornalistas. Em junho, ele fez declarações ofensivas contra a jornalista Andréia Sadi, que reagiu ao vivo e classificou a conduta como "nojenta". Na ocasião, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir a investigação das falas do influenciador.
Radicado nos Estados Unidos, Paulo Figueiredo é neto do general João Baptista Figueiredo, último presidente da ditadura militar, e atua ao lado do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro na articulação política junto ao governo norte-americano.
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