Namorado de Isabelle Caracristi fala pela primeira vez após morte da jovem
João Munhoz Neto negou acusações da família, reagiu aos áudios enviados pela estudante e explicou por que não comunicou pessoalmente a mãe dela

Foto: Montagem - Equipe Varela Net
João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi, falou pela primeira vez publicamente sobre a morte da estudante de 22 anos. Em entrevista ao Domingo Espetacular, exibida neste domingo (4), ele negou as acusações feitas pela família da jovem e apresentou sua versão sobre os acontecimentos.
Isabelle foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com João, no bairro Aldeota, em Fortaleza, no dia 13 de setembro. A Perícia Forense do Ceará concluiu que a queda foi voluntária, enquanto a Polícia Civil investiga a possível participação do namorado no caso. João chegou a ser preso em 22 de setembro, sob suspeita de violência psicológica e de induzimento ao suicídio.
Durante a entrevista, João negou ter ameaçado ou praticado violência contra Isabelle. Ele também contestou relatos e mensagens recuperadas do celular da estudante, que apontariam para comportamentos de controle e ameaças.
“Em nenhum momento eu ameacei a Isabelle. Em nenhum momento, durante esses 35 dias em que nós estivemos juntos, ela se queixou de condutas minhas”, afirmou.
Segundo João, o relacionamento era marcado por “carinho, compaixão, amor e cuidado”. A declaração, no entanto, contrasta com relatos atribuídos a Isabelle antes da morte. Em áudios enviados a familiares, a jovem teria relatado ameaças e comportamentos controladores por parte do namorado.
João também falou sobre uma cobrança de R$ 13,5 mil feita a Isabelle na noite em que ela morreu. Segundo ele, o dinheiro pertencia à mãe dele e o valor inicialmente seria de cerca de R$ 2 mil, mas posteriormente ele teria descoberto que a dívida chegava a aproximadamente R$ 8 mil.
O namorado negou que tenha pressionado a estudante e afirmou que ela dizia investir dinheiro em aplicações envolvendo velas.
Um dos momentos mais delicados da entrevista foi quando João explicou por que não comunicou pessoalmente a mãe da jovem sobre a morte.
Segundo ele, após saber do ocorrido, não teve condições psicológicas para fazer a ligação. João contou que pediu ao irmão que entrasse em contato com Isorlanda Caracristi.
A mãe de Isabelle havia relatado anteriormente que só soube da morte da filha por meio da síndica do condomínio.
João afirmou que o irmão tentou ligar quatro vezes. Na última ligação, segundo ele, Isorlanda teria atendido, permanecido 22 segundos na chamada e desligado antes de bloqueá-lo.
Durante a entrevista, João também reagiu aos áudios enviados por Isabelle antes da morte. Nos registros, a estudante relatava aos familiares situações que classificava como ameaças e controle.
Ele negou as acusações e afirmou que nunca obrigou Isabelle a manter relações sexuais ou fez qualquer tipo de ameaça contra ela.
A investigação sobre o caso continua. João teve a prisão preventiva revogada pela Justiça no início de outubro, com medidas cautelares, incluindo monitoramento eletrônico, proibição de deixar a comarca, recolhimento domiciliar noturno e distanciamento dos familiares da vítima.
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