Líder de caminhoneiros anuncia paralisação da categoria nesta segunda-feira
Segundo o dirigente, a mobilização tem como principal objetivo pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, informou na noite deste domingo (12/7) que caminhoneiros devem iniciar uma paralisação nos portos do país a partir da meia-noite desta segunda-feira (13/7).
Segundo o dirigente, a mobilização tem como principal objetivo pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a incluir na pauta de votação da Casa a Medida Provisória (MP) nº 1.343.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Landim, conhecido como Chorão, afirmou que a categoria aguarda há semanas uma decisão do Senado e decidiu realizar a paralisação após uma deliberação dos caminhoneiros.
“Há duas semanas, a gente vem lutando para que o Senado coloque na pauta para ser votado e até agora nada. Foi feita uma deliberação da categoria que, a partir da 0h agora do dia 13/7, os portos irão parar. A gente vai acompanhar em todos os cenários nacionais, como a gente fez em 2018”, declarou.
A MP 1.343, editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em março, propõe mudanças nas regras do piso mínimo do frete e inclui outras reivindicações dos caminhoneiros. O texto precisa ser analisado e aprovado pelo Senado até a próxima quinta-feira (16/7). Caso contrário, perderá a validade.
Durante o anúncio da paralisação, Wallace Landim afirmou que a decisão não partiu de lideranças específicas da categoria, mas seria uma reação à demora na votação da medida.
“Essa manifestação, essa paralisação, não é o Chorão, não é o Pedro, não é o Zé Trovão que estão chamando. Quem está chamando essa paralisação se chama Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal do nosso Brasil”, afirmou.
A expectativa é que a MP seja votada pelos senadores na terça-feira (14/7). Apesar disso, o líder dos caminhoneiros orientou a categoria a evitar novas viagens a partir da madrugada desta segunda até que haja uma definição sobre a inclusão do texto na pauta.
“Terça-feira a gente tem uma sinalização que vai colocar para votar, mas a orientação é que você [caminhoneiro] não saia para viajar a partir da 0h, para que a gente possa acompanhar até terça-feira para ver se de fato vai entrar na pauta para votar, e não vamos aceitar perder essa MP, caducar ela. Davi Alcolumbre, você foi avisado. Agora você segura, meu irmão”, disse Chorão.
Entre as medidas previstas na MP 1.343 está o reforço dos mecanismos de fiscalização do frete e a criação de um piso salarial nacional de R$ 5 mil para trabalhadores celetistas do transporte de cargas.
A proposta também altera a forma de cálculo dos pisos mínimos do frete, considerando despesas da operação, como combustível, manutenção e seguros. A medida foi publicada em março, em meio a ameaças de paralisação por parte dos caminhoneiros.
Na Câmara dos Deputados, o texto foi aprovado em 17 de junho com a inclusão de um dispositivo que prevê o perdão de multas aplicadas a caminhoneiros e transportadores punidos por bloqueios de rodovias realizados após a vitória eleitoral de Lula, em 2022.
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