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Flávio Bolsonaro defende castração química para estupradores: "É preciso cortar o mal pela raiz"

Pré-candidato à Presidência apresentou pacote de propostas para a segurança pública e afirmou que criminosos sexuais devem enfrentar punições mais duras.

| Autor: Redação - Varela Net
Flávio Bolsonaro defende castração química para estupradores: "É preciso cortar o mal pela raiz"

Foto: Theo Daolio/Modusfocus/Estadão Conteúdo

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu nesta quinta-feira (18) a implementação da castração química para criminosos sexuais condenados pela Justiça. A declaração foi feita durante o lançamento do plano de segurança pública "Brasil sem Medo", apresentado em São Paulo.

Ao detalhar as propostas, o parlamentar afirmou que pretende utilizar a experiência adquirida no Senado e a força política de uma eventual presidência para aprovar a medida.

“Vou usar a força de presidente da República e a minha experiência como senador para aprovar e implementar a castração química de criminosos que abusam de mulheres e de crianças”, declarou.

Segundo Flávio, a punição deve ser aplicada a condenados por estupro e abuso sexual infantil. O senador argumentou que esse tipo de criminoso perde o direito de receber qualquer forma de tolerância do Estado.

“Criminoso que destrói a vida de mulheres e crianças não merece privilégio nem complacência do Estado”, afirmou.

Durante o discurso, Flávio também utilizou a expressão "cortar o mal pela raiz" ao defender medidas mais rígidas para combater crimes sexuais e a reincidência desses delitos.

O plano "Brasil sem Medo" reúne 12 propostas voltadas para a área da segurança pública. Entre elas estão a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, com possibilidade de responsabilização a partir dos 14 anos em casos de crimes graves, a criação de presídios de segurança máxima inspirados no modelo adotado por El Salvador e a classificação de facções criminosas e milícias como organizações narcoterroristas.

O documento também prevê a ampliação do uso de câmeras com reconhecimento facial em espaços públicos, a criação de um sistema nacional de proteção de fronteiras com participação das Forças Armadas e o endurecimento das regras para progressão de pena.

Flávio Bolsonaro ainda criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que propostas como a castração química não avançam atualmente por falta de apoio do Palácio do Planalto.

O evento contou com a participação do senador Sergio Moro e do deputado federal Guilherme Derrite. Ambos defenderam o endurecimento das políticas de combate ao crime organizado.

As propostas apresentadas por Flávio devem servir como base para seu plano de governo caso confirme a candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026.

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