Eduardo Bolsonaro acusa Moraes de perseguição após transferência do pai para a Papudinha
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Eduardo criticou duramente a decisão e afirmou que a mudança no local de custódia configura perseguição

Foto: Nelson Jr./SCO/STF / Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro se manifestou publicamente após a decisão que determinou a transferência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para a Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília (DF). A medida, conhecida como encaminhamento para a chamada “Papudinha”, foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (15/1).
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Eduardo criticou duramente a decisão e afirmou que a mudança no local de custódia configura perseguição política. Segundo ele, a determinação representa um agravamento injustificado da situação do ex-presidente.
“Alexandre de Moraes acaba de ordenar a transferência de Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para o presídio comum, a Papudinha. Isso demonstra, mais uma vez, a sua total insensibilidade, a sua psicopatia. A gente sabe que Bolsonaro não cometeu crime algum, que não houve tentativa de golpe no Brasil, e que a prisão dele só serve para tirá-lo da corrida presidencial”, afirmou.
Na avaliação do ex-parlamentar, a decisão teria como pano de fundo o cenário eleitoral. Ele sustenta que o objetivo seria reduzir a influência política de Bolsonaro nas eleições deste ano.
“A todo custo, Alexandre de Moraes quer impedir que Bolsonaro tenha influência sobre as eleições deste ano. Esse é o motivo real, o motivo político pelo qual ele não cede em enviar Bolsonaro para uma prisão domiciliar, o que já seria injusto por si só”, disse.
Eduardo Bolsonaro também citou precedentes do próprio Supremo para reforçar suas críticas, mencionando decisões mais brandas adotadas em situações que considera menos graves.
“Em outros casos muito mais leves, como o do ex-presidente Fernando Collor, houve concessão de prisão domiciliar por decisão do próprio Alexandre de Moraes”, declarou.
Ao encerrar a gravação, o ex-deputado fez um apelo de caráter político, defendendo mobilização popular e mudanças no cenário institucional do país.
“Este ano é crucial para reverter tudo o que está acontecendo no Brasil. Todos nós podemos fazer alguma coisa: eleger senadores comprometidos com a causa da liberdade e apoiar um presidente que não compactue com esse sistema. Se Deus quiser, o Brasil vai sair dessa ainda mais forte”, concluiu.
Até então, Jair Bolsonaro estava custodiado na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. Com a nova determinação, ele passará a cumprir a pena no batalhão da Polícia Militar, onde também se encontram presos o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques. De acordo com a decisão judicial, o ex-presidente ficará em uma cela separada dos demais detentos.
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