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Corpo do cão Orelha é exumado após solicitação do MP para realização de nova perícia

Autorização judicial foi concedida na quinta-feira (12), e os exames complementares já começaram a ser realizados

| Autor: Redação - Varela Net
Corpo do cão Orelha é exumado após solicitação do MP para realização de nova perícia

Foto: Reprodução / Redes sociais

A investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, agredido na Praia Brava, em Florianópolis (SC), entrou em uma nova fase com a exumação do corpo do animal. A autorização judicial foi concedida na quinta-feira (12), e os exames complementares já começaram a ser realizados pela Polícia Científica de Santa Catarina.

A medida foi solicitada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) na terça-feira (10). Paralelamente, o órgão instaurou procedimento preparatório para apurar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, na condução do caso.

De acordo com a 40ª Promotoria de Justiça da Comarca de Florianópolis, responsável pelo controle externo da atividade policial, a decisão ocorreu "a partir de diversas representações recebidas contra a conduta do delegado-geral no caso Orelha para avaliar a necessidade de instauração de inquérito civil para possíveis ações judiciais".

Em posicionamento oficial, a Polícia Civil de Santa Catarina e a Polícia Científica de Santa Catarina afirmaram que vêm cumprindo "de forma célere todas as novas diligências" determinadas, sem detalhar os procedimentos para preservar a investigação. As instituições destacaram ainda que "As instituições têm se empenhado ao máximo para que a denúncia dos envolvidos possa prosseguir para a Justiça junto com as demais provas já obtidas nas investigações da morte do Cão Orelha e dos maus-tratos ao Cão Caramelo".

O ataque ocorreu na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30. Orelha morreu no dia seguinte. Laudos iniciais apontaram traumatismo causado por golpe contundente na cabeça, possivelmente resultado de chute ou do uso de objeto rígido, como madeira ou garrafa.

Entre os elementos reunidos no inquérito está um vídeo que registra um adolescente deixando um condomínio da região às 5h25, acompanhado de uma amiga, e retornando às 5h58. A estimativa da Polícia Civil é de que a agressão tenha acontecido por volta das 5h30. A defesa contesta essa linha do tempo, alegando ausência de imagens do momento exato da agressão e denunciando que a exposição do caso nas redes sociais tem gerado ameaças virtuais e divulgação de dados pessoais do adolescente e de seus familiares.

O inquérito foi concluído na semana passada, com pedido de internação do adolescente apontado como autor da agressão. Além da morte de Orelha, o caso também envolve investigação por maus-tratos a outro cão, conhecido como Caramelo. Por envolver menores de idade, os nomes dos investigados são mantidos em sigilo, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente.

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