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Caso Orelha: polícia pede internação de adolescente após conclusão do inquérito

Crime ocorreu na Praia Brava, em Florianópolis; três adultos foram indiciados por coação a testemunha

| Autor: Redação - Varela Net
Caso Orelha: polícia pede internação de adolescente após conclusão do inquérito

Foto: Divulgação

A Polícia Civil concluiu, nesta terça-feira (3), as investigações sobre a morte do cão Orelha. Segundo o inquérito, ficou comprovado que o crime, ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis, teve o envolvimento de adolescentes. A polícia pediu a internação de um dos jovens e indiciou três adultos por coação a testemunha.

As investigações sobre as agressões contra o cão Caramelo também foram finalizadas. Quatro adolescentes foram representados no caso.

Por envolver menores de idade, o processo tramita em segredo de Justiça, conforme informou o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

A Polícia Civil ouviu 24 testemunhas, e oito adolescentes foram investigados. Entre as provas reunidas estão roupas usadas pelo autor no dia do crime, identificadas em imagens de câmeras de segurança.

Para identificar o responsável pelas agressões que levaram à morte de Orelha, os investigadores analisaram mais de mil horas de gravações de 14 equipamentos instalados na região. Um software francês, utilizado pela corporação, também ajudou a confirmar a localização do adolescente no momento do ataque.

O caso foi conduzido pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), seguindo os parâmetros do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O inquérito foi concluído após o depoimento do autor, ouvido nesta semana.

Os procedimentos policiais dos casos Orelha e Caramelo foram encaminhados ao Ministério Público e ao Judiciário.

Diante da gravidade das agressões, a Polícia Civil solicitou a internação do adolescente apontado como autor da morte de Orelha — medida equivalente à prisão no sistema socioeducativo.

Segundo a corporação, o adolescente saiu do condomínio onde morava, na Praia Brava, às 5h25 do dia do crime. Às 5h58, ele retornou ao local acompanhado de uma amiga.

Em depoimento, o jovem afirmou que permaneceu dentro do condomínio, na área da piscina, durante todo o período. A versão, no entanto, foi desmentida por imagens e por testemunhas.

Conforme a polícia, o adolescente desconhecia que os investigadores já tinham acesso às gravações.

No mesmo dia em que a Polícia Civil identificou os suspeitos, o adolescente deixou o Brasil e permaneceu no exterior até 29 de janeiro. No retorno, foi abordado por agentes ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Florianópolis.

Durante a investigação, um familiar tentou esconder um boné rosa e um moletom usados no dia do crime. O parente alegou que a peça havia sido comprada durante a viagem, versão posteriormente desmentida pelo próprio adolescente, que admitiu já possuir o moletom antes.

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