Casas Bahia marca assembleia para acionistas confirmarem pedido de recuperação judicial
Reunião também vai discutir mudanças no conselho de administração e atualização do capital social da companhia

Foto: Divulgação
O Grupo Casas Bahia convocou uma assembleia geral de acionistas para o dia 19 de outubro, às 11h, para colocar em votação a ratificação do pedido de recuperação judicial apresentado pela companhia e algumas de suas subsidiárias em agosto. A reunião será realizada de forma totalmente digital e também terá na pauta mudanças no conselho de administração e a atualização do estatuto social.
O pedido de recuperação judicial foi apresentado em 16 de agosto, na Justiça de São Paulo, envolvendo cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas. Na solicitação, a empresa apontou juros elevados, restrição de crédito, aumento dos custos financeiros e pressão sobre o consumo e o capital de giro entre os fatores que contribuíram para a piora da situação financeira.
Durante a assembleia, os acionistas também deverão autorizar a administração a continuar adotando as medidas necessárias para conduzir o processo de recuperação judicial. Atos já praticados pela companhia com essa finalidade também serão submetidos à ratificação dos investidores.
No fim de agosto, a Justiça de São Paulo concedeu ao Grupo Casas Bahia uma proteção de seis meses contra determinadas ações e execuções de credores, período conhecido como “stay period”. A contagem teve início em 19 de agosto.
A assembleia também vai formalizar mudanças no conselho de administração após as renúncias de Jackson Medeiros de Farias Schneider e Rogério Paulo Calderón Peres. Entre os novos integrantes indicados estão Renato Carvalho do Nascimento, André Luiz Helmeister, Claudia Quintella Woods, Fernando Alcantara de Figueredo Beda e Raphael Oscar Klein. A nova composição consta na ata da reunião realizada em 16 de setembro.
Outro ponto da pauta será a atualização do estatuto social para refletir os aumentos de capital realizados pela companhia em julho. Com a alteração, o capital social passará a ser de aproximadamente R$ 7,13 bilhões, dividido em cerca de 1,01 bilhão de ações. O artigo 5º do estatuto também deverá ser modificado para registrar o novo valor.
Paralelamente ao processo de recuperação judicial, a Casas Bahia realizou um “leilão relâmpago” de produtos, com 263 itens disponíveis. A ação inclui fogões, refrigeradores, lavadoras, aparelhos de ar-condicionado, eletrodomésticos e eletroportáteis, entre outros produtos.
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