BYD e Amado Batista entram em lista suja do trabalho escravo
Cadastro do governo inclui 169 novos nomes após fiscalizações em diferentes regiões do país

Foto: Redes Sociais/BYD
A BYD e o cantor Amado Batista estão entre os novos nomes incluídos na chamada “lista suja” do trabalho escravo, divulgada pelo governo federal nesta semana.
O cadastro reúne empregadores responsabilizados por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão, após a conclusão de processos administrativos. Ao todo, 169 novos nomes foram adicionados, elevando a lista para mais de 600 registros ativos.
No caso da BYD, a inclusão ocorreu após fiscalização na construção de uma fábrica em Camaçari, na Bahia, onde trabalhadores, em sua maioria chineses, foram encontrados em condições degradantes. As investigações apontaram jornadas extensas e problemas estruturais nos alojamentos, como superlotação e falta de itens básicos.
Já Amado Batista foi incluído após autuações realizadas em 2024, em propriedades rurais no estado de Goiás. Segundo o Ministério do Trabalho, trabalhadores foram submetidos a condições irregulares, incluindo jornada exaustiva.
A legislação brasileira considera trabalho análogo à escravidão situações como jornada excessiva, condições degradantes, trabalho forçado ou servidão por dívida.
A chamada “lista suja” não prevê punições diretas, mas é utilizada por bancos e empresas como critério para concessão de crédito e realização de negócios, funcionando como um mecanismo de transparência e pressão econômica.
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