Bolsonaro tem piora em crises de soluço e precisou de doses extras de medicamento, diz relatório
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária, autorizada pelo STF em razão de seu quadro de saúde

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Jair Bolsonaro (PL), de 71 anos, registrou agravamento das crises de soluços nos dias 9 e 10 de junho, segundo relatório médico semanal encaminhado ao STF.
Segundo o documento, a intensidade e a frequência das crises exigiram uma intervenção adicional da equipe responsável pelo acompanhamento do ex-presidente. Para controlar os sintomas, foram administradas doses extras de medicamentos, alcançando o que os médicos classificaram como "limite terapêutico de segurança".
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária, autorizada pelo STF em razão de seu quadro de saúde. Entre as condições monitoradas estão a recuperação de uma broncopneumonia e o acompanhamento de problemas crônicos. Em maio deste ano, ele também foi submetido a uma cirurgia no ombro direito.
O relatório destaca que a persistência dos soluços exige novos procedimentos para adequação da estratégia terapêutica adotada pelos profissionais de saúde.
Como parte da investigação clínica, o ex-presidente deverá realizar uma série de exames, entre eles:
Endoscopia digestiva alta;
Manometria esofágica de alta resolução;
pHmetria gástrica.
As avaliações têm como objetivo analisar o funcionamento do esfíncter esofágico inferior e verificar a possível existência de esofagite crônica, condições que podem estar associadas à recorrência dos episódios de soluço.
No boletim encaminhado à Corte, os médicos informam que Bolsonaro permanece estável sob o aspecto cardiológico, mantendo a pressão arterial controlada.
Apesar disso, o ex-presidente continua relatando sintomas como cansaço e fadiga durante esforços de intensidade moderada, além de apresentar oscilações no equilíbrio corporal.
A prisão domiciliar integra o cumprimento da pena de 27 anos e três meses imposta pelo STF após condenação por tentativa de golpe.
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