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Aliados perdem contato com Flávio Bolsonaro em meio a suspeita de fuga do Brasil

Senador teria dito a Rogério Marinho que estava “esfriando a cabeça”; PF cancelou passaportes após descumprimento de ordem de Alexandre de Moraes

| Autor: Redação - Varela Net
Aliados perdem contato com Flávio Bolsonaro em meio a suspeita de fuga do Brasil

Foto: Charles Vieira

Aliados e integrantes da equipe política de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentam localizar o senador desde o início da manhã desta terça-feira (27), em meio a notícias sobre uma possível saída do Brasil. Segundo relatos do entorno político, o último contato com o coordenador de campanha, Rogério Marinho (PL-RN), ocorreu por volta das 8h, quando Flávio teria dito que estava “esfriando a cabeça”. Questionado sobre sua localização, porém, não teria respondido.

A falta de informações sobre o paradeiro do senador aumentou a preocupação entre apoiadores depois que o site argentino Infobae publicou, durante a madrugada, que ele teria cruzado a fronteira com a Argentina e seguiria para os Estados Unidos em um avião particular. Até o momento, no entanto, não há confirmação oficial de que Flávio tenha deixado o país.

Marinho, que coordenou a campanha presidencial do senador, negou anteriormente que o aliado tivesse saído do Brasil. A Polícia Federal (PF) investiga a possibilidade de viagem ao exterior e acionou autoridades argentinas para verificar se houve entrada do parlamentar no país vizinho. A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que não encontrou registro de ingresso de Flávio, enquanto o governo de Javier Milei também negou a informação. 

A suspeita envolve um jato particular Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, que saiu de Buenos Aires e pousou em Puerto Iguazú, cidade argentina próxima à fronteira brasileira. Segundo reportagens da imprensa argentina, a aeronave tinha previsão de realizar um voo internacional, mas não decolou para os Estados Unidos. Não há confirmação oficial de que Flávio estivesse entre os passageiros previstos.

O caso ganhou repercussão após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que o senador entregasse seus passaportes comum e diplomático à Polícia Federal em até 24 horas e o proibir de deixar o território nacional. O prazo terminou às 11h desta terça-feira sem a apresentação dos documentos. Diante do descumprimento, a PF cancelou os passaportes no sistema da corporação. 

A determinação judicial foi divulgada pelo próprio Flávio na segunda-feira (26), quando ele afirmou que cumpriria a ordem e negou ter planos de deixar o Brasil. No vídeo, o senador classificou a medida como uma tentativa de intimidação e disse que se defenderia judicialmente.

Flávio é investigado pelo STF em um inquérito que envolve suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao advogado Willer Tomaz. A decisão de Moraes também estabeleceu restrições de contato entre os dois. A investigação segue em andamento, e as suspeitas não representam, por si só, comprovação de culpa.

Até a publicação desta matéria, o paradeiro do senador permanecia sem confirmação oficial. A Polícia Federal continua verificando registros de fronteira e informações sobre possíveis deslocamentos internacionais.

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