‘A gente quer justiça’, afirma Roberta Miranda em missa por mulher morta após ser arrastada em SP
Durante a cerimônia religiosa, a artista prestou solidariedade à família da vítima e entregou flores à mãe de Tainara

Foto: Reprodução/Instagram
A cantora Roberta Miranda esteve presente, na última terça-feira (30), em uma igreja na cidade de São Paulo, onde acompanhou a missa de sétimo dia em memória de Tainara Santos. A jovem foi arrastada e morta após ser atropelada por um homem que dirigia um carro. Durante a cerimônia religiosa, a artista prestou solidariedade à família da vítima e entregou flores à mãe de Tainara, Lucia Silva. As duas gravaram juntas um vídeo, no qual reforçaram o pedido por justiça no caso.
O suspeito do crime, Douglas Silva, permanece preso. Ele foi indiciado por feminicídio pela Polícia Civil. O Ministério Público apresentou denúncia à Justiça, que aceitou o pedido e tornou Douglas réu no processo. Ainda será marcada a audiência de instrução, etapa que pode levar o acusado a júri popular. Caso seja condenado, a pena prevista varia de 20 a 40 anos de prisão.
No vídeo publicado por Roberta Miranda em suas redes sociais, Lucia Silva relata a dor da perda e destaca a importância do apoio recebido. "Hoje estou aqui na missa de sétimo dia da minha filha. Dona Roberta Miranda está aqui comigo, veio aqui dar um abraço", diz a mãe da vítima. Em seguida, ela reforça a mobilização por justiça: "E tô com ela nessa luta... justiça não só pela Tai, mas por todas as mulheres. Nenhuma vai ficar pra trás. Porque atrás dessas moças, tem umas mães igual eu, tem umas mães que sofrem e choram".
A cantora também se manifestou na gravação. "A gente tá aqui e isso não vai parar. Vamos lutar por todas", afirmou Roberta, que completou: "Conte comigo".
Tainara tinha 31 anos. Douglas, 26. Imagens de câmeras de segurança e registros de testemunhas mostram o momento em que a vítima é atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro pela Marginal Tietê, em São Paulo, no dia 29 de novembro. Segundo as investigações, ela foi deixada ainda com vida nas proximidades de um posto de combustíveis, com ferimentos gravíssimos — as pernas estavam praticamente decepadas. A mulher chegou a ser socorrida e levada em estado crítico para um hospital.
As imagens do crime circularam amplamente nas redes sociais e ganharam destaque na imprensa, provocando forte comoção pública. O caso teve grande repercussão nacional e impulsionou protestos e debates sobre a violência de gênero contra mulheres em diferentes partes do país.
Em março de 2025, Roberta Miranda revelou, em entrevista ao Fantástico, durante a divulgação de seu livro autobiográfico, que já foi vítima de violência, reforçando seu engajamento pessoal na luta contra esse tipo de crime.
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