Viúva de Léo Lanches faz apelo por justiça: "Não deixem Léo ser esquecido"
Esposa do empresário morto durante operação policial em Salvador agradeceu o apoio recebido e afirmou que a prioridade, neste momento, é cuidar dos dois filhos do casal.

Foto: Redes Sociais
Cinco dias após a morte de Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches, a esposa dele, Érica Nascimento, publicou um vídeo nas redes sociais nesta terça-feira (28) para agradecer as mensagens de apoio que tem recebido e pedir que a população continue acompanhando o caso na busca por justiça.
Léo morreu durante a Operação Força Total, realizada na última quinta-feira (23), na comunidade do Lessa Ribeiro, no bairro de São Cristóvão, em Salvador. O casal viveu junto por 11 anos e tinha dois filhos, uma menina de 9 anos e um menino de 4.
Muito emocionada, Érica contou que tentou gravar o vídeo diversas vezes, mas não conseguia concluir por causa da dor. Durante o desabafo, ela relembrou a trajetória do marido, que começou vendendo lanches em uma bicicleta, passou a trabalhar com uma motocicleta e, posteriormente, conseguiu abrir a própria lanchonete.
"Me faltam palavras para dizer um pouco do que Léo era. Um homem maravilhoso, pai presente, que sempre fez tudo pelos filhos, pela família e por mim", afirmou.
A viúva revelou que, neste momento, sua prioridade é cuidar dos filhos, principalmente da filha mais velha, que presenciou parte da ocorrência.
"Meu foco agora está nas crianças. Não é fácil perder um pai. Minha filha só me pede: 'Mãe, não chora'. Ela presenciou uma parte do que aconteceu", disse.
Érica também afirmou que ainda não sabe quando a lanchonete da família voltará a funcionar.
"Eu ainda não tenho cabeça para pensar nisso. Preciso recalcular a minha vida", declarou.
Ao finalizar o vídeo, ela fez um apelo para que a mobilização em torno do caso continue.
"Eu peço a vocês que não soltem a minha mão. A luta está só começando. Eu preciso criar forças para correr atrás dos culpados, para que eles paguem pelo que fizeram com a minha família. Eles destruíram a minha família. Não deixem Léo ser esquecido", disse.
Leonardo Gil Lima foi baleado durante uma ação da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM). Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Geral Menandro de Faria, mas não resistiu aos ferimentos.
O caso é investigado pela Polícia Civil e pela Corregedoria da Polícia Militar. Conforme divulgado anteriormente, o boletim de ocorrência não descreve troca de tiros no momento em que Léo foi atingido, e as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos policiais envolvidos também devem integrar as investigações.
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