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Rico Melquiades pede desculpas após vídeo sobre voto de funcionários: “Nenhum funcionário deve sofrer coação”

Influenciador se manifestou após ser alvo de investigação por suspeita de coação eleitoral; caso foi encaminhado à Polícia Federal

| Autor: Redação - Varela Net
Rico Melquiades pede desculpas após vídeo sobre voto de funcionários: “Nenhum funcionário deve sofrer coação”

Foto: Reprodução/@ricoofc

O influenciador  publicou um vídeo de retratação nesta sexta-feira (18), após a repercussão de uma gravação em que aparece pressionando pessoas que trabalham em sua casa a não votarem no Partido dos Trabalhadores (PT). Na declaração, ele pediu desculpas aos brasileiros e aos trabalhadores que se sentiram ofendidos.

“Na condição de influenciador, eu tenho uma plena consciência da minha responsabilidade com o público e do meu compromisso com as leis trabalhistas e também eleitorais”, afirmou.

Durante o pronunciamento, Rico reconheceu que empregadores não devem impor posicionamentos políticos aos funcionários e destacou o direito à liberdade de opinião e ao voto secreto.

“Nenhum funcionário deve sofrer qualquer tipo de coação ou imposição por parte do seu empregador. O respeito no ambiente de trabalho deve ser mútuo, garantindo a liberdade de expressão, de opinião política e o direito do voto livre e secreto”, declarou.

Rico também comentou a presença de mulheres na gravação que gerou a polêmica. Segundo ele, todas são integrantes de sua família, tia, irmã, mãe e prima, e autorizaram a divulgação das imagens.

“Todo vídeo que eu posto com elas tem um consentimento”, disse.

Ao final, o influenciador reforçou o pedido de desculpas e afirmou que é necessário respeitar os limites previstos pela Constituição.

“Peço de coração desculpa a todos os trabalhadores que se sentiram ofendidos com o vídeo que eu postei”, concluiu.

A retratação ocorre após a publicação de um vídeo, na segunda-feira (14), em que Rico afirmou que não queria pessoas que votassem no PT trabalhando em sua residência. Na gravação, ele chegou a ameaçar demitir uma funcionária por seu posicionamento político.

O caso levou o Ministério Público Eleitoral de Alagoas a abrir investigação por suspeita de coação eleitoral e a encaminhar o episódio à Polícia Federal. O Ministério Público do Trabalho também instaurou apuração sobre possível assédio moral. As investigações ainda devem esclarecer as circunstâncias do episódio. 

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