Malévola relata assédio no Egito e acusa policiais de abuso durante detenção
Influenciadora afirma que sofreu abordagens sexuais desde a chegada ao país e diz que ela e as amigas foram vítimas de situações de violência durante a viagem

Foto: Redes sociais
A influenciadora Malévola Alves relatou ter sofrido assédio sexual durante uma viagem ao Egito e acusou policiais locais de cometerem abusos durante o período em que ficou detida em Alexandria. Em um desabafo nas redes sociais, a brasileira afirmou que ela e as amigas foram abordadas por homens em diferentes ocasiões e contestou as acusações de assédio feitas pelas autoridades egípcias contra o grupo.
Segundo Malévola, os episódios começaram ainda nos primeiros dias da viagem. Ela contou que a amiga Larissa chegou a publicar vídeos chorando após homens supostamente tocarem em suas partes íntimas. De acordo com a influenciadora, a amiga acionou a polícia, mas não recebeu a assistência esperada.
Malévola também relatou situações em que homens teriam feito abordagens de conotação sexual. Em um dos episódios narrados, ela afirmou que um homem perguntou se poderia colocar a mão em seu peito. A influenciadora ressaltou que as roupas usadas durante a viagem não justificam qualquer tipo de assédio.
“ A roupa não dá permissão de ninguém me assediar”, afirmou.
Ao comentar os vídeos gravados durante passeios, Malévola disse que as pessoas que aparecem nas imagens teriam permitido as gravações e participado espontaneamente das brincadeiras. Ela citou registros feitos durante um tour turístico e dentro de carros, afirmando que, na ocasião, os envolvidos estavam se divertindo.
A influenciadora, no entanto, criticou o que considera um tratamento desigual diante das situações que afirma ter enfrentado durante a viagem. Para ela, os episódios de assédio relatados pelo grupo não receberam a mesma atenção.
Malévola e a amiga Bruna Mercatelli foram detidas em 20 de outubro, na cidade de Alexandria, após a circulação de vídeos gravados em locais públicos. O Ministério do Interior do Egito afirmou que as brasileiras teriam feito insinuações sexuais e assediado pessoas, além de divulgar conteúdo considerado obsceno pelas autoridades. O caso foi encaminhado ao Ministério Público egípcio.
As duas foram liberadas no dia seguinte, após o pagamento de fiança. Depois da soltura, Malévola também relatou ter sido humilhada durante a detenção e afirmou que foi obrigada a ficar nua durante uma revista. Segundo ela, o tratamento dos agentes mudou após verificarem seu corpo.
A defesa da influenciadora informou que acompanha o caso e mantém contato com a representação diplomática brasileira. Até o momento, as denúncias de abuso relatadas por Malévola não foram confirmadas de forma independente.
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