Juliano Cazarré rebate críticas sobre evento para homens e dispara: ‘Eu não sou radical, vocês é que são’
Ator se irritou com novas críticas ao encontro O Farol e a Forja e afirmou que nenhuma palestra defendeu superioridade masculina ou atacou mulheres

Foto: Redes Sociais
Juliano Cazarré voltou a se manifestar nesta sexta-feira (11) para rebater as novas críticas direcionadas ao evento O Farol e a Forja, idealizado por ele e realizado entre os dias 24 e 26 de julho, em São Paulo. Em um longo desabafo publicado nas redes sociais, o ator afirmou que o encontro, definido por ele como “o maior encontro de homens do Brasil”, foi alvo de interpretações que não correspondem ao conteúdo apresentado durante os três dias de programação.
Segundo Cazarré, nenhuma das palestras teria defendido superioridade masculina ou feito ataques às mulheres. “Não teve nenhuma palestra no palco que foi masculinista, que falou de alguma supremacia dos homens, nenhuma. Nenhuma palestra no palco falou mal das mulheres, zero, nenhuma. Foi uma mentira que vocês inventaram”, afirmou. O ator disse ainda que a proposta do evento era discutir temas como família, paternidade, espiritualidade, trabalho e masculinidade, além de incentivar uma maior presença dos homens na vida familiar.
A nova manifestação ocorreu após críticas feitas pelo ator Eduardo Moscovis em entrevista ao canal Papo Amado, comandado pelo jornalista Guilherme Amado. Ao comentar declarações anteriores de Cazarré sobre masculinidade e violência, Moscovis afirmou que não seria adequado comparar a violência sofrida por homens e mulheres sem considerar as diferentes condições de vulnerabilidade e ameaça.
Embora não tenha citado Moscovis pelo nome, Cazarré fez referência a um colega de profissão com quem trabalhou em uma novela e questionou as críticas. “Vem um cidadão, um colega de profissão meu falar que o problema é que eu disse um número que os homens matam. O problema não é esse”, afirmou.
O ator também retomou uma polêmica iniciada em maio, quando participou de um debate sobre masculinidade e violência. Na ocasião, Cazarré afirmou que “mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres” e citou uma estimativa de 2,5 mil homens assassinados por mulheres diante de aproximadamente 1,5 mil feminicídios. A comparação foi contestada durante o próprio programa por colocar lado a lado categorias estatísticas diferentes.
No novo vídeo, Cazarré afirmou que sua intenção não era dizer que mulheres seriam mais violentas que homens. “O que eu falei naquele dia foi só um número, eu não fiz esse julgamento que vocês falsamente ficam me atribuindo dizendo: ‘Ai o Juliano disse que as mulheres matam mais’”, declarou.
Dados analisados posteriormente pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que os homens são maioria entre os autores de mortes violentas no país. Especialistas também alertam que comparar feminicídios com o conjunto dos homicídios de homens produz uma equivalência inadequada entre categorias diferentes.
Durante o desabafo, Cazarré afirmou ainda que continua tratando com cordialidade pessoas que já o criticaram publicamente. Segundo ele, mesmo percebendo mudanças na postura de alguns colegas durante trabalhos, pretende manter a mesma atitude caso volte a trabalhar com eles.
“Eu vou continuar tratando vocês bem, eu vou continuar cumprimentando vocês normalmente”, declarou. Na sequência, encerrou o vídeo com uma provocação direcionada aos críticos: “Eu não sou radical, vocês é que são”.
Cazarré passou a adotar posições públicas mais conservadoras após sua conversão ao catolicismo, em 2018. Casado com Letícia Cazarré, com quem tem seis filhos, o ator costuma abordar nas redes sociais temas ligados à fé, paternidade, casamento e responsabilidade masculina.
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